sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Promotora ressalta frieza dos acusados de canibalismo

 / Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem


Do JC Online

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Após 2h30 de acusação, a promotora Eliane Gaia, representante do Ministério Público de Pernambuco no processo de acusação de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva, suspeitos de canibalismo em Olinda, Grande Recife, concluiu sua apresentação ao júri pedindo a pena máxima. No segundo dia do julgamento, nesta sexta-feira (14), o júri ouviu a fala da acusação. A sessão ocorre no Fórum Lourenço José Ribeiro, em Olinda, e é presidida pela juíza Maria Segunda. A previsão é que a sentença seja divulgada às 20h.
A promotora construiu sua argumentação com base nos depoimentos das testemunhas, o delegado Paulo Berenguer e o psiquiatra forense Lamartine Hollanda. O esforço do Ministério Público foi o de desconstruir a imagem oferecida pela defesa de que os réus estavam arrependidos e de que os mesmos tinham problemas mentais. "Jorge tem fascínio pelo mal. Não tem nada de louco, nada", prosseguiu.
O comportamento dos réus durante a acusação foi um dos pontos levantados pela promotora. "Olhem como Bruna gosta de sorrir. É uma canibal feliz", disse Eliane Gaia, repreendendo os constantes risos da ré. Sobre Jorge, a acusação o caracterizou como frio, perverso, calculista e desprezível. "Jorge é uma parede. O olhar dele não muda, é sempre esse, frio", disse a promotora, apontando para o acusado.

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